Alimentação e hidratação nos esportes de aventura

Tema:Diversos
Autor: Chris Bueno
Data: 24/2/2013

Saltar de pára-quedas, voar de parapente, mergulhar, surfar, participar de uma corrida de aventura ou simplesmente fazer uma caminhada em meio à mata. Não importa qual atividade você pratique, nem mesmo se é atleta de final de semana ou profissional, o importante é ter em mente sempre que um dos pontos principais em qualquer aventura é a alimentação e a hidratação.

No esporte de aventura a alimentação e a hidratação durante a atividade afetam diretamente no desempenho do atleta e muitas vezes podem fazer a diferença entre desistir ou não de uma prova ou um passeio.

Durante a atividade física os músculos produzem grande quantidade de calor que deve ser dissipado para o ambiente através do suor, assim como também ocorre grande gasto calórico. Se a água do corpo não for reposta e a alimentação não for suficiente para suprir as necessidades do organismo o praticante poderá não completar a atividade, pois a falta de energia e a desidratação começam a atrapalhar o atleta física e mentalmente.

Tanto o gasto calórico quanto a perda de água do organismo vão variar de acordo com o indivíduo, duração da prova, temperatura ambiente, atividade e tempo de repouso. Por isso o planejamento é muito importante.

Se for uma caminhada longa e você souber que só encontrará água no segundo dia, calcule levar três litros no início. Pessoas sedentárias devem levar quatro litros. Se a atividade for exigir grande esforço físico, com conseqüente grande gasto calórico, leve alimentos com alto teor calórico, como chocolates e biscoitos, que possuem grande quantidade de gordura e contribuem para suprir as necessidades calóricas.

Além disso é importante ficar atento a sintomas como cansaço anormal, garganta e boca secas (com impossibilidade de cuspir), sensação de calor intenso na face e pontas dos membros formigando. Essas são características básicas de desidratação e, quando aparecem, é importante parar o esforço, descansar e beber água.

Quando o nível de liquido corporal fica baixo, há diminuição do fluxo sanguíneo e do transporte de nutrientes para as células musculares, aumento na freqüência cardíaca e da temperatura corporal central – isto é, mais esforço no exercício e mais desgaste físico. Em estado crítico de desidratação pode ocorrer febre, fadiga crônica e disenteria, podendo chegar a estado de choque.

A hidratação precisa ser lembrada não somente durante o exercício, mas também antes e depois. O atleta deve começar a prova já hidratado e ao final precisa repor o volume perdido no suor.

A ingestão de água deve ser 50% maior que a perdida durante atividade. Após a atividade é hora de repor o que foi perdido e consumir nutrientes que garantirão a recuperação muscular. Para que o líquido ingerido seja absorvido rapidamente e hidrate é importante que esteja em temperatura de 15º C a 20º C, ou seja, frio.

Se o atleta já estiver em estado de desidratação, nunca beba água de uma vez, principalmente se estiver gelada, pois isso pode ocasionar uma congestão. Beba gole por gole e no máximo meio litro na primeira meia hora.

Exercícios físicos consomem muita energia do organismo e se não houver constante reposição de carboidratos, eventualmente, os níveis de glicose (açúcar) do sangue caem, resultando em fadiga e até hipoglicemia (baixa taxa de açúcar no sangue).

Os sintomas de hipoglicemia são tonturas, pouca concentração e falta de coordenação, que podem se tornar grandes fatores de risco a acidentes. Por isso é importante sempre levar alimentos ricos em carboidratos, um dos responsáveis pelo fornecimento de energia.

É importante também tomar muito cuidado com o alimento e a água da trilha (verduras e frutas do caminho; água e peixes dos rios e lagos), pois ela também pode ser agente de contaminação de doenças, como cólera e hepatite, além de muitos outros vírus e bactérias. Assim, leve sempre “hidrosteril” (substância utilizada para purificar a água e higienizar frutas e saladas) e adicione uma gota para cada meio litro de água.

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