Brasileiro busca recorde internacional de altitude com o paramotor

Tema:Vôo à vela
Autor: Redação 360 Graus
Data: 2/3/2012

No dia 14 de março o Piloto de paramotor, Lu Marini, embarca para o México em busca de mais uma aventura. Dessa vez o aventureiro que já realizou desafios como “Rastreando o Atlântico” e “Rastreando o Pantanal”, segue com a expedição “Rastreando o México”, em busca de dois feitos inéditos: sobrevoar com um paramotor a cordilheira vulcânica mexicana e ser o primeiro piloto de paramotor das Américas a atingir uma altitude de mais de cinco mil metros.

Caso consiga completar a missão, esse será o primeiro Record de Altitude Continental Americano a ser realizado e Homologado pela FAI - Federation Aeronautique Internationale (Entidade Máxima do Aerodesporto no Mundo) e reconhecido pela CAB - Comissão de Aerodesporto Brasileira (Entidade Máxima do Aerodesporto no Brasil). Até então, a FAI só homologou o Recorde Mundial de Altitude, de 7.500 metros, realizado pela Espanhol Ramon Morillas em 2009.

A perspectiva é de que o percurso de aproximadamente mil quilômetros seja realizado em torno de 25 dias, dependendo das condições climáticas. No total, 10 profissionais fazem parte da estrutura operacional do aventureiro, sendo que cinco fazem parte da equipe de apoio que acompanhará por terra toda expedição.

Entre eles: cinegrafistas, resgate, apoio e o próprio Ramon Morillas, devido à sua larga experiência na captação de imagens aéreas e no voo com Paramotor. A outra parte da equipe acompanha e envia informações da base do piloto em São Paulo. Além disso, Marini usará constantemente um GPS para não invadir o espaço aéreo controlado, ocupado por aeronaves de grande porte.

“É uma expedição com muitos complicadores, começando com a definição da rota, que quase nunca é possível cumprir. Isso porque sei de onde decolo, mas nunca sei onde vou pousar, devido às condições meteorológicas que enfrento durante o vôo. Nessa hora, a equipe de terra tem que estar preparada para o resgate e eu preparado para esperar. Não basta um plano de voo. É preciso plano A, B, C e muitas vezes o alfabeto inteiro”, comenta Lu Marini.

Foram 14 meses de planejamento e estudos para definir a melhor rota a seguir e toda operação logística. Mas apesar de as expectativas serem boas, há uma grande preocupação quanto ao grau de periculosidade do desafio. Segundo Marini, “Voar a essa altitude tem vários perigos”. Primeiro os ventos fortes que não podem ser controlados ou previstos com exatidão. Depois o tempo de subida, que pode chegar a mais de duas horas. E por último, mas não menos importante, o baixo teor de oxigênio. A ausência de energia leva a uma série de mudanças metabólicas e morfológicas nas célula humanas. Para evitar problemas desta natureza Marini voará com um cilindro de oxigênio com autonomia de duas horas.

“Vai ser emocionante e com muita adrenalina. Uma mistura de desafios e descobertas. Vou sobrevoar a história de um País cheio de mistérios e encantos. Quero pousar em povoados, tribos e conhecer de perto a cultura escondida nos lugares de pouco acesso”, completa Marini, que já percorreu com sucesso 4 mil quilômetros sobrevoando o litoral brasileiro e 2 mil quilômetros sobrevoando o Pantanal Selvagem do Brasil. O material captado em vídeo e foto será transformado em documentário e livro com todas as emoções dessa incrível e inédita aventura.





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