Dicas para uma boa nutrição na hora da aventura

Muitas vezes ao preparar o lanche ou refeições para um ou dois dias de escalada, não nos preocupamos muito com a variedade, qualidade e quantidade.

Por motivos de pressa devido a um convite de última hora ou esquecimento mesmo, colocamos na mochila aquilo que vemos na despensa ou no caminho da viagem paramos em algum supermercado e pegamos o que vier na lembrança do momento.

Sempre esquecemos algo e depois na hora da fome há aquela troca de guloseimas entre os participantes. Coisa típica da atividade, que aliás, é muito interessante.

O mais importante na verdade é a rotina que um atleta ou um praticante eventual de escalada ou trekking deve ter em relação a sua alimentação.

Existem vários estudos a respeito do assunto, e não entrando em discussão os modismos de época mal fundamentados, todos indicam um caminho muito parecido.

Todos esportes têm características próprias e cada um deve ser estudado de maneira a identificar qual o volume de treinamento que seu praticante realiza e com isso chegar ao seu gasto energético médio somado ao gasto diário fora de treino, para assim então chegar ao ideal a se consumir de alimento.

A conclusão deste raciocínio é mais simples do que parece, uma alimentação balanceada não tem substituto e não necessita de complementos.

Para muitos é difícil de aceitar, principalmente porque hoje em dia o mercado de complementos alimentares gera fortunas para seus fabricantes e a mídia em cima dos mesmos é extremamente agressiva.

O nosso famoso arroz, feijão, bife e salada acrescido de algum legume é um dos campeões mundiais em eficiência alimentar. Não irei aqui passar nenhum cardápio diário, mas aconselho procurar um(a) nutricionista para equilibrar sua dieta atlética de forma individualizada.

Não é interessante seguir algo pronto, pois o que serve para um pode ser desastroso para outro.

O importante é ressaltar que sendo você um atleta profissional ou ocasional, uma dieta balanceada é fundamental para o desempenho diário para os treinos, fora o fato de ser a única coisa que realmente tem efeito para melhorar a sua forma física, em conjunto com os exercícios, o resto é balela.

Para se ter uma ideia, um atleta com desempenho considerado ótimo ingere aproximadamente 50 calorias/dia por Kg de massa corporal. Alguém com 70 kg teria o consumo de 3.500 calorias por dia com uma distribuição de 60% de carboidratos, 15 a 20% de proteínas e menos de 25% de gorduras.

Para atletas profissionais e amadores o critério para dimensionar o consumo energético diário deve ser mais criterioso, pois dependendo do volume de treino os dados acima podem adquirir outra dimensão.

Para treinos diários de duas horas e atividades de final de semana na rocha ou trilha podemos usar estes dados como uma boa referência. Pessoas com necessidade de diminuição de peso corporal devem seguir orientação profissional, não abdicando porém da alimentação de boa qualidade e passar longe das dietas milagrosas.

No dia que antecede uma competição de escalada, um dia muito intenso na rocha ou aquela travessia de 40 Km em um dia, o ideal é aumentar em até 20% a proporção de carboidratos, restringindo ao máximo as proteínas e principalmente gorduras.

O jejum noturno causa uma depleção significativa de carboidratos no fígado e nos músculos, sendo assim o ideal é também fazer uma boa reposição de carboidratos no café da manhã do dia da competição ou travessia.

Após o retorno da atividade, reforce novamente a ingestão de carboidratos, pois a recuperação muscular será mais rápida, inclusive ajudando a evitar lesões futuras.

Agindo desta forma, mesmo esquecendo de preparar aquele lanchinho ideal para trilha, você estará muito bem preparado para encarar os desafios que o esperam.”

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