Parati (RJ) – Dicas e roteiros para um belo passeio de bike!

Por Débora Menezes

Localizada no litoral sul do Rio de Janeiro, a cidade de Parati é bastante conhecida por seu patrimônio histórico do período colonial., de tempos em que o ouro e em seguida o café fizeram parte dos ciclos econômicos do país. Mas além dos casarões, Parati guarda um patrimônio natural rico em praias com acesso restrito, cachoeiras e serras.

Ou seja: muitas, muitas trilhas, cuja história se mistura com a própria história da região. Quem não lembra dos caminhos do ouro, trilhas que ligavam o litoral do Rio às Minas Gerais e que serviam de escoamento para ouro, pedras preciosas, especiarias e outras mercadorias?

Os chamados caminhos do ouro são bastante conhecidos, mas há outras trilhas na região de Parati utilizadas como elo de ligação entre comunidades rurais, entre comunidades e a estrada BR-101 (Rio Santos), e entre Parati e suas comunidades e a cidade de Cunha, a 50 Km de distância.

Vale lembrar que Parati está inserida em vários contextos de unidades de conservação, como o Parque Nacional da Serra da Bocaina. Essas designações, entre outras coisas, acabam valorizando trechos de mata atlântica preservada. E embora a fiscalização seja precária, os aventureiros não podem se esquecer de levar sacos de lixo, tomar cuidado nas trilhas e evitar tumultos.

Começando – saindo do bairro do patrimônio, quem gosta de andar de bicicleta sem necessariamente ter uma mountain bike, ou quem quer apenas fazer um “aquecimentozinho”, pode optar por ir até a praia do Jabaquara e o Forte. A menos de 15 minutos do centro, o Jabaquara é uma praia rasa e conhecida pela lama (medicinal ou carnavalesca, já que é utilizada em um bloco de carnaval durante essas festas). Já o Forte fica no alto de um morro e há uma pequeniníssima trilha de terra para chegar. Vale a pena pelo visual.

Sair em direção à BR-101 e, conseqüentemente à praias como a Grande (logo após a Jabaquara) também pode ser fácil, apenas um pouco perigoso. Ao longo da Rio-Santos é preciso prestar atenção no tráfego de automóveis.

Na estrada que começa no trevo de Parati e termina em Cunha, também há vários pontos onde iniciantes podem aproveitar bem. A estrada é asfaltada até certo ponto e há trechos no início com poucas subidas. Quem tiver mais fôlego pode ir para a Fazenda Murycana, uma fazenda antiga com engenho de aguardente de cana, restaurante e zoológico. Fica a sete Km de distância, com trechos de terra.

Para experientes – Os que já praticam mountain bike e estão bem equipados podem partir para expedições mais difíceis, o que significa também a oportunidade de conhecer lugares quase selvagens como a Praia do Sono.

Aqui, o acesso é feito apenas por barco ou por trilha, partindo da praia de Laranjeiras, com três horas e meia só de ida em uma trilha de terra pesada e bastante acidentada., com direito a cachoeiras no caminho.

Trindade, uma antiga vila de pescadores ao lado de Laranjeiras, também é outra boa sugestão. Da BR-101 até a Vila, são aproximadamente cinco quilômetros de asfalto judiado e mais dois ou três quilômetros de terra. Há diversas praias bravas, como a do Cepilho, muito procurada por surfistas, e uma de piscinas naturais denominada Caixa D’Aço.

Já a estrada que leva Parati a Cunha, com 50 Kms, é um desafio pesado mas que pode ser feito em um dia inteiro se o ponto de partida por Cunha, uma cidade que também tem o seu patrimônio histórico do período colonial e que é bastante conhecida pelo número de artistas e galerias de arte que abriga.

Há vistas panorâmicas pelo caminho onde dá para ver a baía de Ilha Grande, caso o dia esteja bem claro. A melhor vista é a da Pedra da Macela, a 1.820m. Muitas cachoeiras cruzam o caminho, bastante precário no início até chegar em trechos asfaltados já próximo a Parati. Só não esqueça que, embora o acesso seja precário, o caminho que leva Cunha a Parati é uma estrada cheia de curvas, sendo bom prestar atenção no tráfego, ainda que pequeno, de automóveis.