Evolução das roupas nos esportes de aventura e trekking

“Hoje em dia a tecnologia de vestimenta está super avançada, com roupas como bermudas, camisetas, agasalhos, meias, calçados, etc, que conferem proteção e conforto, são resistentes ao mesmo tempo que são flexíveis. Mas nem sempre foi assim. Os primeiros exploradores, velejadores e montanhistas sofreram muito com as adversidades climáticas e com as dificuldades de terreno, que eram complicados pela fragilidade, peso e desconforto das roupas.

Enfrentar regiões ermas no inverno era um verdadeiro desafio: as roupas eram de couro, impermeabilizadas com cera (o que não impedia que a água entrasse), eram duras e pesadas; as capas de chuva e as galochas eram feitas de borracha natural vulcanizada, e em baixas temperaturas (abaixo de –20°C) endureciam e quebravam. Em locais mais quentes, como nas ilhas tropicais ou nos desertos, a situação não melhorava muito: as roupas de algodão se encharcavam de suor e demoravam para secar, além de serem muito quentes e não protegerem adequadamente do sol.

A descoberta do Nylon na década de 40 representou um verdadeiro ponto de virada na tecnologia de vestimenta. Logo o Nylon começou a ser usado para confeccionar meias e substituiu o algodão e a seda em muitíssimas aplicações. Hoje há diversos tipos de poliamidas que são usadas para fazer tecidos muito leves, impermeáveis e resistentes.

Outras descobertas que revolucionaram o mundo dos esportes de aventura foi a fibra de gore-tex, com a qual são confeccionadas roupas completamente impermeáveis, mas que permitem que o corpo respire através delas; e o tecido dry-fit, que permite não só que o corpo respire sem encharcá-las, como secam rapidamente após uma chuva ou uma lavagem. Esses tecidos, muito mais leves e flexíveis, não comprometem a mobilidade e ainda permitem que se caminhem em uma chuva ou enfrente uma velejada sem se sentir sufocado (gore-tex) ou que se pratique esportes em tempo quente sem que o suor encharque a roupa (dry-fit).

Deixe um comentário