Quer voar de balão?

O balão é controlado através do maçarico e do pára-quedas, sendo que o maçarico aquece o balão fazendo-o subir, e o pára-quedas libera o ar quente esfriando-o e, portanto, fazendo-o descer.

Esta relação só é possível ser entendida voando, pois lendo nas páginas de um livro não se pode ter a real noção do quanto se deve “queimar” para subir ou não deixar que o balão desça, pois este esfria constantemente.

Como vimos, um balão tem uma imensa massa de ar e, quando esta é acelerada numa ascensão, uma massa de igual volume deve descer, dando lugar a esta. Conseqüentemente a massa de ar movimentada é de fato o dobro da massa de ar contida no envelope.

Assim, quando aceleramos em balão de 2180 metros cúbicos o seu deslocamento de 2.6ton reage como se houvesse uma inércia de 5.2 toneladas.

Este balão estaria voando em equilíbrio a 100C (temperatura do envelope). Suponha que ele seja aquecido até uma temperatura de 110°C, obtendo-se uma aceleração ascendente.

Para se obter esta temperatura, serão necessários alguns segundos com o maçarico ligado e será gerada uma força ascensional de 53 kg para acelerar um massa efetiva de 5,2ton. Nota-se ai que a reação de um balão a ar quente é muito mais lenta.

Desta forma o piloto controla o balão na sua ascensão e descida de acordo com a sua vontade pois, dependendo da altitude, podemos encontrar camadas de vento em direções diferentes, podendo desta forma escolher uma melhor direção para atingir o local desejado.

Durante o vôo, a tripulação pode, a partir daí, desfrutar das magníficas vistas e da vantagem de estar em completo silêncio durante o período em que o maçarico fica desligado, pois este só é acionado por curtos períodos, quando se quer subir ou estabilizar o vôo.

O piloto, além de se preocupar com o maçarico, regulando a altitude do voo com as “queimadas”, deve estar sempre alerta aos bujões de gás, pois uma vez que o gás liquido termine, sua pressão cai, passando a liberar apenas vapor, em quantidade insuficiente para que o balão reaja ao calor.

O gás utilizado é o propano líquido; apenas para o “piloto” (do maçarico) é usado o vapor do propano. Grande parte dos acidentes são causados pelo fato de o gás acabar justo quando o maçarico é necessário.